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DIANTE-DENTRO

Diante-Dentro: Distância e Aproximação como Revelação e Deformação, é o tema da dissertação de Mestrado em Arte Multimédia (Faculdade de Belas-Artes, Lisboa), que apresentei em 2022.

Partindo do desenvolvimento de um conjunto de vídeos que mostram um zoom contínuo em direção ou vindo de diferentes janelas, surge um trabalho de investigação que explora o modo como os movimentos de aproximação ou distanciamento afetam a forma como observamos algo. Jogando com os olhares do observador e do observado exploramos o que acontece no intervalo entre estes.

A partir da obra O que nós vemos, O que nos olha, de Georges Didi-Huberman, abordamos a questão do visível e como interpretamos para além deste, refletindo sobre como a distância se constitui como possibilidade edificadora.

A janela, como elemento arquitetónico que separa um espaço público de um privado, tanto nos permite observar o exterior como imaginar o que se passa no interior. Ao ver para além do visível, o olhar que lançamos sobre algo também nos pode ser devolvido, criando um movimento de ir e vir que se conecta à técnica de zoom in e zoom out.

O movimento de aproximação ou distanciamento é também analisado a partir de referências práticas, onde a obra Wavelength de Michael Snow se destaca. Confrontando obras audiovisuais e escultóricas que contêm ou propõem movimentos de aproximação e distanciamento iremos questionar como pode a distância revelar tanto ou mais que a aproximação.

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